Quando a Argentina desembarcou na Copa do Mundo de 2026, uma pergunta dominava os debates: a atual campeã conseguiria escapar da temida "maldição do campeão"?
Depois da estreia, a resposta parece ter ganhado um forte argumento a favor dos argentinos.
Com três gols na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, Lionel Messi não apenas comandou o triunfo da Albiceleste como também escreveu mais um capítulo histórico em sua carreira. O camisa 10 alcançou a marca de 16 gols em Copas do Mundo, igualando o recorde do alemão Miroslav Klose como maior artilheiro da história dos Mundiais.
Mais do que os números, a atuação de Messi enviou um recado ao restante do mundo: a Argentina não chegou aos Estados Unidos, México e Canadá apenas para defender o título. Chegou para lutar por outro.
O desempenho argentino contrasta com o destino recente dos campeões mundiais. França (2002), Itália (2010), Espanha (2014) e Alemanha (2018) fracassaram logo na fase de grupos da Copa seguinte ao título. A França de 2022 foi a única exceção, chegando à final, mas sem conseguir levantar a taça.
Agora, a seleção de Lionel Scaloni parece determinada a encerrar de vez essa sequência. Com uma base experiente, um elenco consolidado e um Messi ainda decisivo nos grandes momentos, os argentinos demonstraram na estreia que a pressão de defender o título não abalou a confiança da equipe.
É cedo para decretar o fim da maldição. A história recente ensina que a Copa do Mundo costuma ser impiedosa com seus campeões. Mas, se depender do início avassalador de Messi, a Argentina parece disposta a desafiar a lógica.
E isso pode ser uma notícia preocupante para quem estava torcendo para que a maldição continuasse fazendo vítimas.
Afinal, quando o maior jogador da geração começa uma Copa marcando três gols e alcançando o topo da artilharia histórica dos Mundiais, talvez seja a maldição que precise começar a se preocupar.
LEIA TAMBÉM:
A maldição do campeão: a Argentina será a próxima vítima?

Comentários
Postar um comentário